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O primeiro festival a gente não esquece

Os mais jovens podem não saber, mas o selo Criolina, que tem papel importante no cenário do entretenimento e da cultura do DF, resiste e se reinventa há 12 anos na Capital. O colunista que vos fala acompanha esse trabalho desde os primórdios. Quem tem memória sabe que Brasília - que já foi uma cidade mais sonora e divertida – teve uma festa marcante e permanente às segundas-feiras. Era a Criolina e lotava!


Era um passo importante sendo dado em prol da música independente. A festa, no antigo Bar do Calaf, virou Palco Criolina e programou os artistas mais representativos do nosso cenário musical, ainda às segundas. E entre tantos braços possíveis já estendidos por este selo, faltava um formato ser realizado: o de festival.

O primeiro festival, a gente nunca esquece. E neste sábado, 12, o Festival Criolina apresenta sua primeira edição, com uma programação tão intensa quanto as noites que o coletivo protagonizou na última década.

Vou começar falando dos paulistanos do Metá Metá, que vem ao palco impulsionado pelo mais recente trabalho, MM3, e pela assinatura de trilha do novo espetáculo do Grupo Corpo, Gira, sobre a entidade Exú, de matriz africana. Metá Metá é Kiko Dinucci (guitarra), Thiago França (sax) e Juçara Marçal, uma das vozes mais inventivas da música brasileira, e sua inspiração na música do candomblé se mistura aos arranjos sofisticados, e algumas vezes dançantes, do jazz.

Imprimindo diversidade de estilos e origens na curadoria, o line-up conta, ainda, com os pernambucanos da Eddie, os maranhenses da Criolina (banda homônima ao Coletivo), o paraense Felipe Codeiro e os brasilienses da Muntchako, Passo Largo e Consuelo (a.k.a. Claudia Daibert).

E como bons festeiros, a pista Aparelhinho programa DJs não menos diversos que o Palco Criolina. De Pernambuco, DJ Dolores. De São Paulo, Mauro Farina e Venga Venga. Da Bahia, um dos pai-criadores do movimento Bahia Bass, Mauro Telefunksoul. E do DF, Emídio e o trio que risca os vinis do Coletivo Criolina de DJs, Pezão, Barata e Ops.

O local escolhido para a estreia do festival é o Setor Comercial Sul, região que passou a sitiar programação diversificada na noite da Capital e palco das últimas festas da Criolina. VJ Boca é o responsável por projetar na “selva de pedra” do SCS, em região que ocupa o Corredor Central e se estende até a casa Canteiro Central. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e podem ser comprados no link https://goo.gl/JioJuL


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