GPS | MODA

Made in BSB

COLABORADOR Pedro Lira   
|   23/06/2017 14:00 ( atualizada 23/06/2017 14:00)   
FOTO Fernando Veler   
Sob direção de Marcus Barozzi, GPS|Brasília apresenta editorial com a essência da juventude brasiliense

Nas curvas de Brasília e sob o céu infinito do Planalto Central, os brasilienses criam, recriam e se reinventam. Apaixonados pela cidade do rock, arquitetura e política, na terra fértil da Capital tem surgido um novo mercado: a moda autoral. Com conceitos únicos e cheios de personalidade, cinco marcas de camiseterias se destacaram no editorial desta semana.

 

Sob as lentes de Fernando Veler e a direção do produtor Marcus Barozzi, o GPS|Brasília apresenta uma homenagem aos jovens talentos da Capital. Dos designers de Moda, passando por atores e modelos, incluindo maquiadores, fotógrafo e cabeleireiros.

 

"O conceito todo do editorial é a valorização ao máximo do que é brasiliense. Nós somos incrivelmente bons, mas ainda temos a cultura de que tudo o que vem de fora é melhor", comenta Barozzi. "Temos profissionais jovens, como o fotógrafo, maquiadores e os atores". A escolha inusitada é defendida pelo stylist. "Eles interpretam melhor as marcas, além de valorizar mais a identidade da cidade", explica.

 

Eco friendly
BRUMA (@vistabruma)


Brasília também tem tudo a ver com política. Fazendo uma crítica a atual indústria da moda, a Bruma, de Marcela Torres e Bruno Pinheiros, apresenta uma nova forma de consumir roupas: ecológica. "Sempre quisemos algo que fosse contra o fast fashion, que usa mão de obra escrava e agride o meio ambiente", explica Marcela.

 

Todas as peças da marca são produzidas com resíduos têxteis, que passam por uma novo processo de fibragem  com garrafas pet. "São sobras de grandes marcas que utilizamos", diz. Os botões também seguem a filosofia. São produzidos em Portugal com borra de café e papel reciclado. "Trabalhamos com roupas atemporais e confortáveis que não danificam o meio ambiente."

 

A marca tem quatro meses e toda a criação é pensada por Marcela e Bruno. "Acreditamos que o mercado de moda em Brasília é ótimo! A cidade é pequena, então quanto mais gente produzindo melhor, são mais fornecedores, mais produção. Fomenta o mercado", defende.

 

Bruma por Roberta Rangel

 

Atriz, roteirista e brasiliense. Roberta já tem no histórico uma carreira internacional na atuação. Formada da faculdade Dulcina de Morais, morou e atuou na Austrália, onde conquistou prêmio do júri oficial de uma mostra pela peça que escreveu. No cinema, atuou no longa 60 Frames por Segundo, que percorreu o mundo e foi indicado para o Prêmio de Cinema Brasileiro. Nos projetos atuais, gravou a websérie Entre Blocos, prevista para estrear no segundo semestre.

 

 

Que se dane!
DANE-SE (@usedane_se)

 

Com nome divertido e autoral, a Dane-se, dos brasilienses Daniel Moreira e Enovor Jr., imprime em tecido a paixão dos jovens pela cidade. Cheia de referências a Oscar Niemeyer e Athos Bulcão a marca é de Brasília para Brasília. "Desde o princípio nós não queríamos perder a identidade. É fácil criar algo que seja a cara do Rio de Janeiro e manter as pessoas consumindo as mesmas coisas", conta Daniel.

 

Criada em 2015, todas as coleções são pensadas pelos sócios. "O que nos uniu foi a vontade de consumir uma moda diferente do que era oferecido. Nós criamos a Dane-se para nós e pessoas como nós. Algo que gostaríamos de vestir", conta. No mercado da produção de eventos, os empresários aprenderam sobre o mundo da moda na prática.

 

Concordando com Marcela, Daniel também defende a maior produção de roupas na cidade. "É assim que colocamos nosso mercado no radar, com mais marcas, mais produção, abranger mais públicos", defende. "Acredito que Brasília tem um potencial incrível para a moda e todo o público abraçou muito nossa marca."

 

Dane-se por Luiza Guimarães

 

Nascida no Rio de Janeiro, Luiza vive em Brasília desde muito jovem. Na bagagem artística, 13 anos de carreira no teatro, onde viveu os mais variados personagens. Entre os projetos pessoais, Luiza está produzindo um mockumentary sobre uma jovem que sonha dançar bale. "Nas gravações, fui para Nova York e dancei vestida de melancia em plena Times Square", lembra. Entre risadas e cliques, Luiza brinca. "Bicos de modelo, só quando é o Barozzi quem chama!" Para o editorial, Luiza usou pulseiras da label brasiliense Abi Project.

 

 

Viver para contar histórias
PAMZÉ (@usepamze)

 

As roupas são uma forma de expressão da identidade! É por isso que a PamZé aposta em um estilo intenso e cheio de história. "Acreditamos que toda história tem valor, da pequena a grande, e que sua intensidade é apenas uma questão de escolha, energia e sonho", conta Lucas Façanha.

 

Cheia de cores, a inspiração das peças vem das pessoas e carregam, em todas as coleções, a intensidade do slogan da marca. "Nascemos nas ruas mas nossa essência é selvagem, somos o que ninguém pode explicar".

 

PamZé por Gabriela Correa

 

"Em Brasília temos a cultura de optar por profissões que dão retorno financeiro. Eu discordo, todos os dias, apesar das dificuldades, escolho ser atriz". É assim que Gabi afirma sua paixão pelo teatro. Nos palcos desde de a adolescência, se formou em Jornalismo na Universidade de Brasília, mas sempre viveu da atuação. "Fiz vários cursos com nomes legais do teatro, incluindo aulas de canto, que adoro", conta. Atualmente, está ensaiando para espetáculo que irá estrear em agosto, no CCBB, ainda sem muitas informações divulgadas.

 

 

Para criar o próprio estilo

BALBOA GATE (@baboagate)

 

O lema da marca dos jovens Samir Félix e Raphael Gurdilho é simples e ousado. "Nós temos uma variedade de peças que permitem aos clientes criarem a própria identidade. Temos pessoas mais ousadas e outras que preferem o tradicional", explica Samir. A marca já tem dois anos é idealizada e produzida por Samir. "Eu crio o conceito, design, estampas e até as postagens nas redes sociais", conta.

 

Questionado sobre o boom das camiseterias autorais, defende o posicionamento de Brasília no rama. "A Capital nunca foi uma referência muito forte quando comparada a São Paulo e Rio de Janeiro, mas de uns anos para cá tem crescido muito", defende. O designer ainda acrescenta que a existência de outras labels torna tudo ainda mais rico.

 

Balboa por Gabriela Correa

 

Apesar de estampar duas marcas, Gabi brinca. "Acho que ser modelo é muito difícil, meu negócio é atuar, mas hoje me diverti bastante! Amei o glamour de ser toda produzida."

 

 

Diferente de tudo
BORN (@bornconcept)

 

"Apesar da dificuldade, nossa proposta é fazer algo que nunca foi feito por ninguém". Foi com o plano ambicioso que os amigos Bruno Eustáquio, Renê Fernandes e Douglas Nascimento fundaram a Born. "Eu trabalho com moda, há mais de cinco anos, mas a Born tem apenas um", comenta Bruno. "idealizamos um conceito mais sério para a marca, um style inovador e bonito."

 

Com proposta ecológica, a produção das peças passa por uma lavagem diferente, feita com água de chuva. "É uma forma sutil que temos de ajudar o meio ambiente", diz. Com três coleções já lançadas, a marca segue para a quarta, Reborn, que será a maior de todas.

 

"Acho que todos os dias mais pessoas devem lançar marcas. É lindo como os brasilienses consomem e valorizam o que é produzido aqui", diz. "Acompanho há um tempo o crescimento das outras marcas e acho ótimo os nomes que já se consagraram no mercado."

 

Born por Matheus Severo

 

O sotaque carioca engana. Nascido em Brasília e cheio de experiências em São Paulo e Rio de Janeiro, o jovem Matheus Severo desistiu da Economia, na Universidade de Brasília, e se jogou no mundo do Teatro. "Comecei a atuar há cinco anos e de lá para cá me apaixonei tanto que fui deixando a Economia de lado", lembra.

 

Amante de musicais, Matheus expressa nos palcos a paixão por Brasília. "Meu último espetáculo foi Quem um Dia Irá Dizer, que conta a história de amor de Eduardo e Mônica. Atualmente, estou no projeto Agreste, de uma família pobre que vem para a nova Capital nos anos de construção de Brasília."

 

 

Linguagem Tradicional
HOY, AHOY! (@hoyahoy)

 

 

Com três anos de história, a Hoy Ahoy acompanhou o boom das camiseterias na cidade. Voltada para o mercado de estilo old school, a label aposta em cores sólidas e linguagem tradicional. "O mercado tinha essa carência de estilo aqui na cidade", explicam Felipe Correa e Bruna Carone, brasilienses fundadores da Hoy, Ahoy!.

 

Apostando no estilo slow fashion, a marca lança apenas uma coleção por ano, oferecendo duas peças por mês. "Dessa forma nós sempre temos novidades, mas sem fazer com que as roupas 'saiam de moda' depois de uma estação", explica Felipe. Com linguagem pessol, as roupas fogem das tendências e exibem referências dos próprios designers. "Nós produzimos da concepção da peça, passando pela estamparia, etiquetagem, embalagem."

 

Sobre a atual concorrência, Felipe é otimista. "Acredito que uma marca puxa a outra e assim a produção melhora", diz. "Já é normal ver pessoas nas ruas da cidade usando marcas independentes. O mercado já abraçou a ideia", conclui.

 

Hoy,Ahoy! por William Ferreira

 

Atuação, direção e dança! O brasiliense formado na Universidade de Brasília sempre foi apaixonado por Teatro. Atualmente, volta as atenções para o espetáculo que dirige, Super Só, com estreia prevista para agosto. Questionado sobre o que achou do dia de modelo, William brinca que queria mais!

 

 

A beleza de todos os atores foi assinada pelos jovens maquiadores Antônio Barbosa e Eliel Almeida. Os cabelos azuis de Roberta Rangel foram obra da colorista Tânia de Souza, todos do Ricardo Maia Hair & Make Up.

 


Todos os direitos reservados - 2014
Política de Privacidade
Termos e Condições
Anúncie Conosco:
SHIS QI 05, Bloco F, sala 122, Centro Comercial Gilberto Salomão
CEP 71615-560 - Brasília - DF - Brasil
Telefone: +55 (61) 3364-4512 | Email: info@gpsbrasilia.com.br
{slideshow_baner}