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Chegou a nossa vez?!

COLABORADOR Tom Siqueira   
|   07/06/2017 18:15 ( atualizada 07/06/2017 18:15)   
FOTO Reprodução/GoogleImagens   
Como grandes empresas têm se saído em relação às pautas LGBT? É preciso aprender a refletir seus discursos em seus produtos e serviços

Você já deve ter reparado que, com temas como diversidade e representatividade cada vez mais em pauta, muitas empresas têm se esforçado bastante para se atualizar e, com isso, poder contar com esta força de consumo que hoje já representa mais de 16% do mercado consumidor ativo segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, que coletou dados entre os meses de janeiro à dezembro 2015 nas três principais capitais do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

 

 

Com o intuito de reunir empresas e promover o diálogo para inclusão dos temas desta agenda, foi criado em 2013 um Fórum para Empresas e Direitos LGBT, que visa aprimorar as relações com os públicos internos e externos dentro das corporações.

 

Figuram entre as participantes deste Fórum empresas como o Facebook, Ambev, Dow e Bayer, no total são 37 signatárias que compõem o time que se propõem a seguir 10 compromissos fundamentais – incluindo pautas como a promoção de um bom ambiente de trabalho para os funcionários LGBT e a adesão as ações institucionais que apoiem e representem esse público.

 

 

Eles fizeram um estudo onde cerca de 30 empresas comprometidas com estas metas apresentaram resultados positivos apontando onde as companhias comprometidas chegaram até agora, e em que pontos ainda precisam investir para melhorarem seus desempenhos. De forma geral, a maior parte delas se saiu bem quando o assunto são suas políticas internas de respeito e inclusão. Por outro lado, uma parcela maior demonstrou que não costuma levar o tema muito em conta na hora de planejar seus produtos e serviços para o público externo.

 

 

Um apontamento interessante do estudo foi que, enquanto boa parte das empresas se mostrou disposta a participar de eventos em prol da causa LGBT, uma pequena parte delas demonstraram iniciativas próprias quanto questionadas se adeririam a esse tipo de movimento.

 

“É para isso que temos os compromissos. Muitas empresas começam pelo discurso e terminam com boas práticas”, destaca Reinaldo Bulgarelli, líder do Fórum.

 

 

Segundo ele, a divulgação dessas boas práticas também é de fundamental importância, já que serve como exemplo e estímulo para que outras empresas também optem por uma mudança na postura frente às necessidades específicas das pessoas LGBTs.

 

Efeito Ambev

 

Muito embora este seja o primeiro levantamento oficial já realizado no Brasil sobre o tema, Reinaldo Bulgarelli destacou que melhoras já podem ser percebidas no mercado como um todo. Observando principalmente as companhias que já participam de inciativas voltadas para o público gay, todas elas evoluíram de alguma forma na aplicação dos compromissos às suas políticas.

 

 

Porém, não é hora de comemorações, já que alguns pontos ainda estão bem distantes do ideal. “Muitas empresas possuem fundações e institutos e dizem trabalhar com educação. Essa área, em especial, deveria assimilar melhor as mudanças para frear problemas como a violência e a homofobia”, explica. No entanto, o fórum também objetiva apoiar outras causas, como as raciais e de gênero.

 

Entre as empresas que mais implementaram as iniciativas previstas nos 10 compromissos previstas pelo Fórum, está a Ambev, uma das poucas companhias de origem brasileira a integrar o Fórum, no qual predominam multinacionais com sede no exterior.

 

A participação nesse meio começou bem antes, com a criação do LAGER (Lesbian and Gay and Everyone Respected em 2015. Este grupo nasceu como resultado da movimentação dos funcionários e acabou sendo reconhecido e apoiado pela empresa. Com isto uma frente tem servido de apoio para a outra. “O Fórum nos conectou com outras empresas, com quem podemos aprender e compartilhar o que já temos”, explica Bruno Rigonatti, gerente de inteligência de mercado da empresa e co-fundador do grupo. Segundo Rigonatti, entre os principais avanços internos até agora estão a adoção de treinamentos sobre o tema direcionados a líderes e o oferecimento de apoio aos novos funcionários desde a integração.

 

 

Olhando para o lado de fora, a Ambev também tem se destacado por sua abordagem ao público LGBT – com cases como o da Skol, que patrocinou a Parada LGBT de São Paulo em 2016 e que, neste ano, pretende também distribuir latas da cerveja com a bandeira do arco-íris estampada em suas latinhas.

 

Outra que aderiu as campanhas publicitárias onde casais homossexuais são personagens marcantes, foi a Vick Vaporub. Criado pela Agência Publicis Brasil, o anúncio para o Dia dos Namorados faz parta da estratégia de comunicação que a marca traçou para o inverno de 2017 e está alinhada ao "Poder do Toque", posicionamento que defende que o contato físico através do medicamento torna o tratamento mais efetivo. Confira o vídeo abaixo:

 

 

Outra que também já realizou uma campanha abordando a questão de gênero foi a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que mostrava um casal gay e seu filho adotivo, sugerindo que o caminho mais feliz é o do amor.

 

 

Assim como a do próprio Fórum, é preciso levar estes avanços a outras pautas além do LGBT. E, muito mais do que mudar suas marcas, estas empresas precisam buscar influenciar e dialogar com funcionários, parceiros, fornecedores e principalmente clientes!


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