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No Smoke

Hoje, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco e o GPS|Brasília traz uma matéria completa sobre o assunto

Contendo mais de 4,5 mil substâncias tóxicas, o cigarro está diretamente associado a vários tipos de doenças pulmonares, coronarianas, acidente vascular cerebral (AVC) e até mesmo ao câncer de rim. A doença é um dos 10 tipos de tumor mais frequentes no mundo, correspondendo a 3% de todos os tumores malignos. Em geral, ele acomete pessoas mais velhas, a partir dos 64 anos de idade, e é duas vezes mais comum entre os homens que entre mulheres.

 

Segundo o oncologista do Hospital Santa Lúcia, Fernando Maluf, um dos principais especialistas do Brasil, o câncer de rim também pode ser provocado por fatores hereditários, síndromes genéticas, obesidade e hipertensão arterial. Todavia, o cigarro é um dos seus principais causadores.

 

“O risco aumenta porque os agentes cancerígenos existentes na fumaça do cigarro, depois de absorvidos pelos pulmões, caem na circulação sanguínea e chegam aos rins em altas concentrações. As células renais ficam, então, maciçamente expostas à ação carcinogênica dessas substâncias”, afirma o médico.

 

Os rins são os principais filtros do corpo humano, responsáveis por manter no sangue as substâncias necessárias para o funcionamento do organismo e por excretar, por meio da urina, as toxinas que podem prejudicá-lo, bem como os excessos de água, sódio, potássio e outros íons. Além disso, eles também ajudam o organismo a produzir mais hemoglobina.

 

Sintomas e diagnóstico – Nas fases iniciais, o câncer de rim não costuma provocar sintomas e, por isso, é diagnosticado, em cerca de 30% dos casos, em fases avançadas, quando a lesão já atingiu 10 cm de diâmetro ou mais. Outras vezes, é descoberto incidentalmente durante a realização de exames de check-up como, por exemplo, uma ultrassonografia do abdômen.

 

Quando apresenta sintomas, o tumor renal pode causar presença de sangue na urina, dores na região lombar, emagrecimento, diminuição do apetite, cansaço, palidez e febre.

 

Se já tiver avançado para outros órgãos, a doença pode provocar ainda aumento do volume abdominal, inchaço das pernas, falta de ar e tosse, dores ósseas ou fraturas, dor de cabeça, tontura, visão dupla e perda da força muscular em um dos lados do corpo.

 

“Poucos tumores malignos têm velocidade de crescimento tão variável quanto os de rim. Há pacientes em que o câncer evolui de forma lenta durante anos, enquanto outros apresentam crescimento rápido e disseminação em poucos meses.

 

A doença e seus tratamentos – Diversos tipos de câncer podem acometer os rins. O mais comum é o carcinoma de células claras, responsável por 70% dos casos. O carcinoma papilífero ocorre em 15% dos casos e está associado à maior gravidade. Outros tipos, mais raros, equivalem aos demais 15%.

 

A depender do estágio em que a doença se encontra, os tratamentos podem ser realizados com cirurgia e medicamentos. De todos os tumores, o câncer renal é um dos que mais avanços foram observados nos últimos anos, com melhoras significativas nas taxas de sobrevida e de qualidade de vida.

 

Isso decorre da descoberta de tratamentos antiogênicos — que inibem a formação de novos vasos sanguíneos e impedem que as células tumorais recebam nutrientes e oxigênio através da circulação —, da descoberta de agentes que atuam nos mecanismos moleculares nos quais o câncer se desenvolve e, mais recentemente, na imunoterapia, que atua reeducando o sistema imunológico a atacar de forma eficaz as células tumorais.

 

Saiba mais - Em Brasília, a Secretaria de Saúde do DF ressalta que há cerca de 300 mil fumantes, o que equivale a 10% da população total do Distrito Federal, aproximadamente. Por ano, cerca de 2 mil brasilienses morrem por causa do cigarro e os gastos com doenças relacionadas ao uso do tabaco chegam a custar R$ 18 milhões por mês aos cofres públicos do DF. As doenças mais frequentes, de acordo com informações da Coordenação de Tabagismo da Secretaria de Saúde do DF, são: enfisema pulmonar, câncer de pulmão, bronquite, acidentes vasculares, doenças periodontais e câncer bucal.

 

No caso do câncer de pulmão, o INCA estima que há cerca de 28 mil novos casos de pacientes diagnosticados com o tumor a cada ano, e 20% não resistem aos tratamentos. “O PET CT (tomografia computadorizada pela emissão de prótons) tornou-se, a partir da década de 90, um instrumento importante no manuseio e diagnóstico de tumores malignos no pulmão ainda na fase inicial da doença”, afirma o cirurgião torácico do Hospital Santa Lúcia, Dr. Manoel Ximenes Netto, que também lembra a ajuda que o equipamento proporciona nas respostas aos tratamentos quimioterápicos. O Hospital Santa Lúcia disponibiliza a última geração da máquina PET CT, capaz de auxiliar os profissionais médicos aos casos mais delicados e avançados do tumor.

 

Segundo o médico, o enfisema pulmonar destrói os alvéolos do pulmão e diminui a capacidade respiratória do fumante. “Sintomas como respiração ofegante com chiado, tosse e sensação de sufocamento são características do enfisema, sendo a falta de ar a mais angustiante delas, cuja intensidade progride com a doença”, alerta o profissional. O enfisema é diagnosticado pelo exame clínico e complementado por testes da função pulmonar, que inclui espirometria, medição de gás no sangue arterial, oximetria de pulso e raios X. O tratamento pode recorrer a medicamentos broncodilatadores, anti-inflamatórios corticosteroides, terapia com oxigênio e cirurgia.

 

Para quem acha que o cigarro prejudica a saúde somente dos fumantes, Ximenes alerta: o tabagismo passivo – quando a pessoa não fuma, mas respira a fumaça do cigarro com frequência – é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool. “Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da fumaça do cigarro, como irritação nos olhos, espirros, tosse, cefaleia e aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias. Quando convivem com fumantes e ficam expostos ao cigarro ao longo da vida, eles têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, infarto do miocárdio, arteriosclerose e câncer de pulmão”, reitera.

 

O organismo pode se recuperar – Parar de fumar permite ao organismo recuperar-se dos danos causados pelo cigarro. Em caso de doenças já instaladas, largar o vício do tabaco pode evitar sua progressão, além de melhorar a qualidade de vida do paciente. Para o oncologista Maluf, o mais importante é a vontade do fumante de abandonar o fumo. “Essa decisão é individual, mas, uma vez tomada, há uma série de recursos disponíveis para ajudar no processo”, afirma. O tratamento contra o vício pode envolver medicamentos específicos – para ansiedade, por exemplo – e terapias de reposição de nicotina, além de acompanhamento psicológico.

 

Dados divulgados pela Aliança de Controle do Tabagismo no Brasil (ACT-Br) mostram que, após dois dias sem fumar, a pessoa já percebe mudanças no olfato e no paladar. Em três semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora. Após 10 anos sem cigarro, o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou, e o de desenvolver câncer de pulmão cai pela metade. Passados 20 anos, a chance de ter câncer de pulmão será equiparada à de quem nunca fumou.

 

Para saber mais Entre 2006 e 2013, a venda de cigarros no mundo caiu 32%, segundo a Pesquisa Internacional de Tabagismo (ITC), em estudo coordenado pela Universidade de Waterloo (Canadá) em 20 países, entre eles o Brasil. A queda é atribuída à elevação de impostos sobre o produto, e o consequente aumento de preços, considerado forte indutor para a queda na comercialização. Nesse mesmo período, a taxação subiu 116% por maço. Além disso, metade dos fumantes entrevistados pensou em parar ou diminuir o uso do produto com o objetivo de economizar. Entre 2006 e 2013, o número total de usuários caiu 28%. Ao todo, hoje, 11,3% da população brasileira fumam; enquanto em 2006, o índice era de 15,7%. Entretanto, segundo dados do Ministério da Saúde, o tabagismo ainda causa em torno de 200 mil mortes por ano no país.

 

Em julho de 2015, o relatório da Organização Mundial da Saúde apontou que uma pessoa morre de doenças relacionadas ao tabaco a cada seis segundos, o equivalente a cerca de 6 milhões de pessoas por ano. A entidade afirma ainda que esse número deve aumentar para mais de 8 milhões de pessoas por ano até 2030, se não forem tomadas medidas fortes para controlar a “epidemia do tabaco”. Atualmente, existem pouco mais de 1 bilhão de fumantes no mundo, segundo a agência.

 

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