GPS | COTIDIANO

Transformadas e capacitadas

COLABORADOR Redação   
|   24/05/2017 15:00 ( atualizada 24/05/2017 15:00)   
FOTO Luara Baggi   
Projeto Transformadas abre temporada de cursos de capacitação para mulheres transexuais, em Brasília

O preconceito ainda é uma das maiores armas contra as pessoas trans. Além da violência e da marginalização, quem decide assumir o gênero que se identifica sente ainda a dificuldade de conseguir se inserir socialmente. Muitas vezes, quem consegue vencer esses desafios, sequer é lembrado. Por isso, a ONG Amigos da Vida criou a exposição fotográfica Transformadas, com fotos de pessoas transgêneros que lutaram e conseguiram a inclusão na sociedade.

 

Com produção do stylist Marcus Barozzi, as modelos foram fotografadas por João P. Teles em situações do cotidiano em estúdio, de forma a "encarar" a câmera, para dar a ideia de enfrentamento à sociedade. “A ideia da exposição é demonstrar que a identidade de gênero em nada interfere na capacidade ou na competência. Queremos mostrá-las na rotina, no cotidiano, na normalidade do dia a dia”, explica o produtor, que contou com a ajuda de Ricardo Maia.

 

Preconceito mata

 

Além do preconceito, a marginalização é também um assunto que preocupa. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais do mundo. Em 2016, foram 144 assassinatos no país – um aumento de 22% em relação a 2015. “Sobre a homofobia, o risco de uma pessoa trans ou travesti ser assassinada é 14 vezes maior do que um gay, por exemplo. A expectativa de vida delas é de 35 anos, menos da metade de uma pessoa heterossexual. É assustador”, afirma Christiano Ramos, presidente da ONG Amigos da Vida.

 

Para reverter essa realidade, a Amigos da Vida, sediada em Brasília, decidiu reunir parceiros e criar cursos de capacitação profissional exclusivos para pessoas transgênero. O projeto homônimo à exposição, Transformadas, tem como objetivo capacitar mulheres trans em cursos de Make Up Artistic, Passarela, Marketing Social, Call Center, Empreendedorismo, Geração de Renda com foco também em Advocacy, Saúde, Cultura e Educação. Os cursos terão duração de 20 a 40 horas, a depender da modalidade, e serão reconhecidos por certificados às participantes.

 

 

Kihara Rosa

 

Designer de moda, 34 anos, coach de passarela nas principais agências de modelo do Centro- Oeste, produtora maquiadora profissional a 15 anos no mercado fashion, sendo responsável pela make de celebridades como Grazi Massafera e Andressa Suita.

 

Paula Benett

 

Assistente social, 36 anos, assessora especial da Coordenação de diversidade LGBT, representante da Rede Trans no Distrito Federal, primeira mulher trans a ser eleita Secretária Geral de um segmento no Partido Socialista Brasileiro. Poetisa/escritora e vencedora do prêmio orgulho LGBT 2016 por voto popular.

 

Melissa Massayury

 

Estudante de Direito, 28 anos, formada pela Livre & Iguais/ONU Brasil como promotora dos Direito Humanos de pessoas LGBTI, participando do cenário político do Distrito Federal, atuando em mesas de debate, audiências públicas e projetos e assistência com foco em Garotas de Programa Trans em situações de vulnerabilidade.  

 

O GPS|Brasília mostra os cliques do lançamento do projeto.

 


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