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Olho da rua

Conheça Leo Faria, o fotógrafo brasileiro que se destaca nas semanas de moda ao redor do mundo com seu olhar street style

Quem entende pelo menos um pouquinho de moda sabe como o street style é parte fundamental das semana de moda. À parte da passarela, a moda de rua é espontânea e dialoga com as tendências do universo de forma natural e expressiva. Entre vários fotógrafos que se dedicam exclusivamente a registrar looks de rua, o mineiro Leo Faria (imagem em destaque) faz desse ofício um plus na sua rotina de editoriais e campanhas. Seguindo o calendário internacional, o brasileiro desembarca em Paris, Nova York, Milão, entre outros polos, para fotografar o melhor do street style durante os grandes eventos de moda. Ao GPS|Brasília, o fotógrafo contou como começou com os cliques na rua, um pouco do seu trabalho e projetos para o futuro. Confira:

O que o fez começar a registrar a moda de rua? Como foi?

Foi por acaso, mas foi um caso de amor. Na semana de moda de NY, há 4 anos, comecei o street style. Estava por lá clicando uma campanha. As campanhas de moda são complexas, envolvem estudos que partem de um tema que acaba por direcionar luz, maquiagem, modelos, cenário… É uma imersão gratificante, multidisciplinar e que envolve muitos profissionais. Mas o imprevisível do street style, a rapidez, o dinamismo, a independência e a liberdade me atraíram. Quis experimentar essa contradição entre trabalhos. Aproveitei a oportunidade de um convite de um amigo e registrei algumas blogueiras  que faziam parte de uma plataforma de influenciadores digitais que ele trabalhava. As fotos repercutiram muito bem nas redes sociais. Desde então, o street style alimenta uma evolução do meu estilo fotográfico, faço questão de acompanhar todas as semanas de moda internacionais, o que me proporcionou montar um acervo bem amplo.

Por um olhar streets tyle, o que você busca em um look?

Eu me identifico com comportamentos, estilos, atitudes e pessoas interessantes de qualquer gênero. Eu fujo do fashionismo. É muito mais significativo para mim perceber e registrar uma história e personalidade do que roupas e marcas. Cada vez menos me rendo ao senso estético imposto pela indústria e faço questão de registrar aquilo que genuinamente as ruas me dizem. E para eu clicar, basta eu enxergar verdade; se eu vejo algo que não me passa verdade, desvio minha lente.



Quais as suas referências na fotografia?


Eu tenho muitas referências e sou bastante eclético e isso me incapacita eleger e pontuar. Tenho uma biblioteca pessoal que cresce na casa de centenas de livros por ano e não me limito a referências de fotografia propriamente. Para mim, tudo se torna referência e inspiração, seja foto, desenho, pintura, escultura, design e até literatura.

O que você mais acha fascinante no street style?

A verdade e o empoderamento das ruas acima da antiga e frágil opinião da indústria da moda. Hoje as ruas possuem voz alta e são elas que dizem o que a indústria deve seguir e fazer.

Assim como qualquer outra coisa, a “fotografia de rua” tem suas modas e tendências. O que você acha que faz a diferença entre o sucesso de curta duração e a longevidade como fotógrafo? Especialmente com o crescimento das mídias sociais.

Eu não sigo modas nem tendências e acredito que quem o faça tem dias contados. Eu sigo minha intuição e aquilo que acredito ser genuinamente verdadeiro e relevante. Foi isso que me manteve no street style mesmo contrariando o mundo Glamouroso da moda e esse caminho que escolhi lucidamente percorrer, foi o que me fez chegar aqui e principalmente foi o que me fez poder transitar livremente no mundo da moda. Acima de tudo, eu diria que o que determina a longevidade do sucesso é a capacidade de perceber as mudanças culturais e mercadológicas e se desprender de amarras de velhos tempos. As Mídias Digitais mudaram completamente as relações entre marcas e consumidores, ou melhor, mudaram completamente todas as relações, sejam elas comerciais ou pessoais, e quem não se der conta disso, certamente ficará de fora dos novos tempos e novos tempos virão em cada vez menor intervalo de tempo, ou seja, o exercício de entender e aceitar as mudança fará cada vez mais parte da história dos profissionais, sejam fotógrafos ou não...



Qual é a relevância do
 street style nas semanas de moda?

No momento acredito dividir atenções em pé de igualdade com as passarelas. É a voz das ruas dialogando com a voz criativa dos designers e reforço a expressão "no momento", pois tudo pode mudar a qualquer tempo.

Para onde você gosta de ir encontrar pessoas estilosas para fotografar quando a semana da moda acaba?

Eu adoraria ter tempo para isso, mas essa não é a minha realidade. Quando acabam as semanas de moda me volto completamente para os editoriais para revistas que colaboro e para campanhas de marcas que atendo. Na verdade minha rotina é muito mais voltada para os editoriais e campanhas do que para o street style. O que acontece é que o street style me deu enorme visibilidade e transformaram minha linguagem fotográfica, mas não é para ele que vai a maior parte do meu tempo.

Como fotógrafo, você tem algum projeto particular para 2017?

Tenho muitos projetos, um deles é a abertura da minha galeria dentro do meu estúdio em São Paulo, mas o mais importante é a continuidade na internacionalização da minha carreira.








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