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Girl Power

Em meio a tantos casos de assédio e violência, mulheres têm procurado na luta uma forma de driblar a vulnerabilidade

Desde que o mundo é mundo, existem casos de agressões às mulheres. Elza Soares e Garrincha, Luana Piovani e Dado Dolabella, José Mayer e a figurinista Su Tonani, Marcos e Emilly no BBB 17, entre tantos outros. Culturas em que mulheres são apedrejadas, desfiguradas com ácido e muitas outras atrocidades como castigo por adultério, enquanto os homens são incentivados a ter quantas mulheres quiserem. Crianças sendo “dadas” a homens como esposas, obrigadas a viver uma vida precoce, de abusos e violência.

 

Estupro, assédio, desrespeito. São muitas as preocupações no dia-a-dia de uma mulher. E quando a violência vem de dentro de casa? Segundo a ONG Action Aid, a violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo. Muitas mulheres não sabem como sair de um relacionamento abusivo; outras demoram até para perceber que é este o caso. Além de denunciar, o que se deve fazer em uma situação destas?

 

 

O feminismo e o empoderamento feminino vêm crescendo, mas, na contra mão, as mulheres continuam se sentindo inseguras. Para não ficarem tão vulneráveis, algumas delas procuram uma alternativa que fica mais comum a cada dia: a defesa pessoal.  Aulas de artes marciais têm tido cada vez mais adesões femininas.

 

Uma das principais modalidades procuradas para este fim é o Krav Magá, um método de combate corporal que tem como objetivo neutralizar ameaças. Aqui em Brasília existem vários lugares onde se pode praticar a luta, e um deles é o Centro de Excelência em Krav Magá, no Clube ASSEFE, Setor de Clubes Sul. Segundo o instrutor Oscar Nóbrega, o número de mulheres nas aulas é significativo. “Claro que algumas vêm procurando uma opção diferente de exercício físico, mas sabemos de alunas que escolheram o Krav Magá por terem medo de sofrer alguma violência, ou então já sofreram e não querem mais passar pela mesma situação” afirma.

 

 

A academia, que é parte da Federação Sul-americana de Krav Magá, não conta com aulas específicas para mulheres, mas realiza todos os anos, em março, mês da mulher, um aulão feminino gratuito. Além de ensinarem as técnicas de defesa, eles dão dicas de como evitar situações perigosas. “Coisas como evitar ficar muito tempo no carro após entrar, não destravar o carro de uma distância muito grande para não anunciar sua chegada e estar sempre atenta podem contribuir para uma segurança maior” explica Oscar. O ideal seria que a violência não ocorresse de forma alguma, mas, infelizmente, não é assim que funciona. Logo, por que não tentar?


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