GPS | COTIDIANO

Brasília, 57

COLABORADOR Redação   
|   21/04/2017 07:00 ( atualizada 21/04/2017 07:00)   
FOTO Reprodução   
Capital Federal completa 57 anos de política, arte, esporte e muitos personagens e locais icônicos para contar a história

A capital futurista com avenidas largas e arquitetura moderna completa 57 anos. Conhecida como um dos marcos do urbanismo no século 20, Brasília se transformou nesse pouco mais de meio século de vida, mas ainda chama a atenção pelos prédios públicos, projetadas por Oscar Niemeyer, e pelos grandes espaços verdes. A cidade que nasceu da ousadia de Juscelino Kubitschek e do trabalho de milhares de candangos (operários vindos de todas as partes do país) cresceu e hoje tem pela frente desafios inerentes aos grandes centros urbanos. O crescimento desordenado, o transporte público ineficiente e os congestionamentos devido ao grande número de carros são alguns desses problemas. GPS|Brasília mostra o que é a capital do País de A a Z:

 

Água Mineral

 

 

Logo ali a 15 quilômetros do centro da Capital do País, piscinas de água corrente e cristalina refrescam brasilienses e turistas que querem fugir do calor abafado e seco que faz durante vários períodos do ano. Conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília faz parte dos finais de semana de famílias e grupos de amigos que são consumidos por gostas de suor. Pelos seus 30 mil hectares de muita fauna e flora, se estendem espaços para piquenique, trilhas e construção de momentos eternizados na memória de quem passa por lá.

 

Asas Sul e Norte

 

 

No Plano Piloto traçado pelo urbanista Lúcio Costa, as Asas Sul e Norte são compostas pelas quadras residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão

 

Blocos

 

 

Criar bairros que favorecessem os laços entre as pessoas. Essa era a intenção do urbanista Lucio Costa ao criar, em Brasília, os blocos, prédios não muito altos e com o térreo livre, sobre pilotis.

 

Céu

 

 

Ahh o céu de Brasília... um clichê diário necessário. Democrático e para todos. Seja você rico, pobre ou miserável. Homem, mulher ou transgênero, sobre sua cabeça sempre estará um céu digno de registros infinitos. Se as nuvens estão refletindo os raios solares, vejo algodões doces. Se o tempo fecha, São Pedro com certeza se enfureceu com alguma decisão feita no Planalto Central, ou apenas se emocionou com tamanha beleza da cidade. Queremos mergulhar nesse céu azul de nuvens loucas junto à melodia do Natiruts, ou traçar riscos com o arquiteto de Djavan. Protagonista vitalício, o céu de Brasília merece toda a admiração.

 

Cachoeiras

 

 

Brasília tem cada vez mais atraído turistas não só pela sua arquitetura e modernismo, mas também pelas quedas d’água tão próximas da vida urbana: Cachoeira do Tororó, Poço Azul, Córrego do Urubu e Chapada Imperial.

 

Cobogós

 

 

Elemento bem presente nos prédios das superquadras, em restaurantes e espaços icônicos da cidade, como a Universidade de Brasília, o cobogó é considerado uma marca registrada da Capital Federal, peça arquitetônica símbolos do modernismo.

 

Dom Bosco

 

 

Uma dupla com mate, por favor!” Brasiliense que é brasiliense não se cansa de dizer essa frase. Para quem vem de fora, esse combo é com certeza uma das primeira indicações que turistas e novos moradores da cidade recebem ao desembarcar por aqui. Já sabe do que estamos falando, né?! Desde 1960, a tradição de comer em pé uma fatia de muçarela na pizzaria Dom Bosco segue firme e forte. Porém, a boa nova é para aqueles que, na correria do dia a dia, até um pit stop no balcão se tornou difícil.

 

Eixão

 

 

Brasília. Domingo, 10h35. Final do Eixão Norte, entre as quadras 14 e 16. É verão na Capital Federal. Sol a pino, o céu azul se contrasta com as árvores verdes plantadas ao longo da via. Temperatura de 35º graus. De longe é possível avistar uma grande movimentação. Esse é o dia em que a principal avenida que corta a cidade troca o comboio de 800 mil veículos, que transitam em dias úteis, por um formigueiro de pessoas interessadas em atividades ao ar livre. Seja ela qual for.

 

Esplanada

 

 

No Plano Piloto traçado pelo urbanista Lucio Costa, as Asas Sul e Norte são compostas pelas quadras residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão (onde também é possível encontrar igrejas e escolas). A divisão entre norte e sul é feita pelo Eixo Monumental, uma grande avenida que corta a cidade.

 

Feiras

 

 

“Olha a melancia, senhora! Tá docinha”, diz um feirante. “Vem provar, freguesa!”. “É só cinco real”. Um festival de chama-clientes. Do outro lado, pessoas em busca de queijos frescos, frutas secas, sementes dos mais diversos tipos... Se você está de visita à cidade, saiba que as feiras do Distrito Federal são uma ótima maneira de conhecer a nossa cultura. Nelas, tem de tudo: comidas nordestina, goiana, mineira. Especiarias, temperos exóticos, doces tradicionais e produtos extraídos diretamente do Cerrado.

 

Grafiteiros

 

 

Por aqui, além dos famosos e belos ipês, as ruas projetadas por Oscar Niemeyer têm ganhado novas cores e traços. Ao andar pelas quadras, é comum encontrar um grafite bem elaborado cheio de cores e nuances, transformando muros descascados, paredes esquecidas e até fachadas de lojas em verdadeiras obras de arte. Alguns vêm com mensagens reflexivas, outros com personagens e assinaturas.

 

Gilberto Salomão

 

 

Pioneiro de Brasília, vindo de Uberaba nos idos dos anos 60 para inaugurar a nova capital! O empresário é um dos fundadores do Lago Sul e responsável por sua expansão!

 

Hospital Sarah K

 

 

Em uma visita a Londres, na Inglaterra, na companhia da filha Márcia, a então primeira-dama Sarah Kubitschek conheceu um moderno centro de reabilitação. Resolveu fazer o mesmo na recém-inaugurada Capital Federal e, em 1960, nascia, junto com Brasília, o Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, implantado pela Fundação das Pioneiras Sociais.

 

Com dez unidades pelo Brasil e referência em ortopedia e neurologia, o Sarah é um hospital que pensa nas potencialidades do indivíduo. Quem ama a natureza pode fazer fisioterapia velejando ou remando no Lago Paranoá.  A música pode embalar outras sessões. Também a pintura é usada para ajudar na reabilitação. Adentrar nas dependências deste lugar inesquecível é ter a certeza de que, sim, é possível ter saúde pública de qualidade no Brasil.

 

Ipês

 

 

Um ipê florido, sozinho ou em grupo, é poesia natural a qualquer vista. Quando mostram o colorido, a grama já não está mais tão verde. As folhas caem. Sombra, nem pensar. Se não servem mais para esconder as nossas cabeças do sol, servem para encher os olhos e provocar suspiros. São mudas que começam como versos simples e crescem até se tornar longas estrofes. Métrica não existe. É um maior que o outro mesmo. E chegam a 40, 50 metros. Imponentes. Impressionantes. Impactantes.

 

Igrejas

 

 

A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima foi a primeira capela de alvenaria inaugurada em Brasília, em 1958. Projetada por Oscar Niemeyer, foi a primeira obra na capital a contar com azulejos do artista Athos Bulcão – que revestem as paredes externas. Construída em cem dias, foi erguida para pagar uma promessa da primeira-dama Sarah Kubitschek, feita pela cura de uma de suas filhas. A capela tem o formato de um chapéu de freira.

 

JK

 

 

Em 19 de setembro de 1956, o presidente Juscelino Kubitschek sancionou a Lei nº 2.874, que fixava os limites do futuro Distrito Federal e autorizava o governo a instituir a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). No dia 2 de outubro do mesmo ano, acompanhado de pequena comitiva, JK embarcou para o Planalto Central para conhecer o local estipulado para a construção de Brasília. Poucos dias depois dessa viagem, foi estabelecido o prazo de três anos e dez meses para a construção da nova capital, inaugurada em 21 de abril de 1960. Cerca de 60 mil candangos (trabalhadores de todo o país) vieram para trabalhar na construção da nova capital.

 

Kibeirute

 

 

Entre todas as delícias servidas no restaurante mais tradicional da cidade, o Kibeirute ganha destaque no cardápio. Recheada com queijo prato, a iguaria já marcou e marca, até hoje, o paladar de gerações e gerações. Seja acompanhado de uma cervejinha ou de um refri, o kibe é pedido certo no Beirute!

 

Lúcio Costa

 

 

Pioneiro da arquitetura modernista no Brasil, Lúcio Costa ficou conhecido mundialmente pelo projeto do Plano Piloto da nossa Capital. Devido às atividades oficiais de seu pai, o almirante Joaquim Ribeiro da Costa, o arquiteto, urbanista e professor morou em diversos países, o que lhe rendeu uma formação pluralista.

 

Músicos

 

 

Desde os tempos de Renato Russo, Brasília sempre foi um cenário efervescente de música. Hoje em dia, se mudou, foi para melhor. A cena de bandas autorais na Capital está cada vez maior e melhor, com gente talentosa e dedicada trazendo visibilidade para a cidade. Isso muito se deve à união entre as bandas, que, ao se ajudarem e se incentivarem, acabam crescendo juntas.

 

Museu

 

 

Inaugurado em 15 de dezembro de 2006, o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República virou, em pouco tempo, um espaço de encontro do brasiliense e de quem mora na cidade. Para o poeta Nicolas Behr, o museu “é um espaço que pegou”. Ele destaca o potencial do local que abriga shows e grandes eventos na capital. Durante os finais de semana, skatistas ocupam a grande área cimentada com suas manobras.

 

Night

 

 

Há quem diga que Brasília é uma cidade monótona e tem vida noturna parada. Mal sabem essas pessoas que, entre eixos e setores, ferve uma cidade boêmia, agitada e de altíssimo astral. Programas para todos os gêneros, estilos e segmentos lotam a agenda semanal da Capital do País.

 

Orla

 

 

Formado artificialmente pelo represamento de diferentes cursos de água, o Lago Paranoá foi construído em 1959 para aumentar a umidade das áreas próximas. Com uma área de 38 km², o lago já passou por um processo de despoluição e hoje enfrenta problemas com a ocupação irregular de sua orla.

 

Pontão

 

 

Quando falamos em postos turísticos, Brasília não decepciona. Um jardim a céu aberto, a cidade consegue mostrar referências de entretenimento e arquitetura em um só monumento. A mistura de regionalidades fez com que a Capital se adaptasse e acolhesse um pouco de tudo. Nas margens do Lago Paranoá, encontramos um dos locais preferidos de visitantes e brasilienses. A operação denominada Pontão e situada na QL 10 do Lago Sul, trouxe para Brasília uma pegada de sofisticação com descontração. E arriscamos dizer, com referências praianas, mesmo sem areia e água salgada.

 

Parque da Cidade

 

 

Com uma área de aproximadamente 420 hectares, o Parque da Cidade Dona Sara Kubitscheck é considerado o maior parque urbano da América Latina. Fundado em 1978, proporciona diversão gratuita para os moradores da cidade. O urbanismo é de Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Já o paisagismo, de Roberto Burle Marx.

 

Quadras

 

 

No Plano Piloto traçado pelo urbanista Lucio Costa, as Asas Sul e Norte são compostas pelas quadras residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão (onde também é possível encontrar igrejas e escolas). A divisão entre norte e sul é feita pelo Eixo Monumental, uma grande avenida que corta a cidade

 

Renato Russo

 

 

Amigos em volta de uma fogueira, vinho barato, cigarros, muitas cervejas e algumas risadas. Alguém pega um violão e puxa uma música. Não é preciso saber muitas notas musicais. Os minutos que contam a saga de João de Santo Cristo começam a ser cantados, todos sabem a letra e conhecem a estória. Quem nunca ouviu e cantou Faroeste Caboclo em uma roda de violão? Em outro cenário, milhares de jovens entoam os versos: "Nas favelas, no Senado... sujeira pra todo lado... Ninguém respeita a Constituição...”. Surge a pergunta: “Que País é Esse?”. Seja em manifestação ou show de rock, provavelmente você vai ouvir uma resposta pronta: “É a p... do Brasil”. Essas cenas pertencem aos anos 1980, mas acontecem hoje, em 2016. É a arte que ultrapassou o tempo. Maria Lúcia, Pablo, João, Eduardo e Mônica já são personagens do folclore brasileiro imersos no imaginário coletivo, genialmente deixados por Renato Russo e a Legião Urbana.

 

Seca

 

 

O Planalto Central do Brasil é um terreno áspero e seco que abriga árvores pequenas e tortas. Crescer no Cerrado exige força e resistência para enfrentar o fogo e a falta de água. O morador de Brasília já sabe: por alguns meses haverá estiagem e o clima seco tomará conta da cidade. Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o cerrado, bioma típico da região, é marcado por um clima tropical que apresenta períodos sem chuva que duram aproximadamente cinco meses.

 

Torre de TV Digital

 

 

Mais de 50 anos depois da inauguração da Capital, surgiu a Torre de TV Digital para coroar a modernidade sonhada por JK. Para dar ao límpido céu azul da cidade um complemento. A tulipa que faltava. Apesar do concreto, é poética, assim como os versos da canção de Caetano Veloso: “Da próxima vez que eu for a Brasília eu trago uma flor do Cerrado pra você”. E seja no nascer ou no por do sol, olhar para ela é se encantar. São 170 metros de altura – 120m de concreto e 50m de estrutura metálica – além das antenas. Construída para receber o sinal digital das TVs, a torre é ainda um projeto turístico que passou a oferecer uma nova perspectiva da cidade. Antes, somente pelas janelas dos aviões era possível ter uma visão tão ampla da Capital.

 

Tesourinhas

 

 

Elas são marca registrada de Brasília. Presentes nos planos de Lucio Costa, as tesourinhas – trevos em níveis diferentes – foram adaptadas para a cidade para evitar o cruzamento de vias e ajudar na circulação de veículos.

 

UnB

 

 

A capital federal tinha apenas dois anos quando foi inaugurada a Universidade de Brasília (UnB), em 21 de abril de 1962. O educador Anísio Teixeira e o antropólogo Darcy Ribeiro – o primeiro reitor – foram chamados para planejar um novo modelo de universidade, destaca Isaac Roitman, professor emérito da UnB, coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro e membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

 

Vila Planalto

 

 

A Vila Planalto é um símbolo da resistência dos “pioneiros”, trabalhadores que arregaçaram as mangas e, efetivamente, ergueram a cidade centro do poder no país. A Vila foi criada em 1957, para abrigar os diversos acampamentos de trabalhadores das construtoras que erigiram a nova Capital. Após a conclusão de Brasília, a ideia era remover os acampamentos das construtoras na Vila Planalto e transferir as famílias pioneiras. Porém, o bairro deu tão certo, que hoje conta com um polo gastronômico fortíssimo.

 

Xique Xique

 

 

Entre noites mal dormidas, trabalho árduo e muita expectativa, a primeira unidade do restaurante surgiu em 1979, em um cantinho simples da W3 norte porém muito aconchegante. A “Completa” – carne de sol, feijão de corda, mandioca, paçoca, arroz, manteiga de garrafa e cheiro verde – é o carro chefe desde o início. Idealizado em meio familiar, o prato típico ganhou forma e fama, conquistando a Capital.

 

W3

 

 

Importante avenida na década de 70, a W3 foi pensada para ser um limite dentro da cidade. “Acima da W3 teria início um cinturão verde, o green belt, que costuma envolver as cidades jardim”, explica o professor de Arquitetura do século 20 do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) Rogério Andrade.

 

Zoológico

 

 

Inaugurado antes mesmo da própria Capital do País, o Jardim Zoológico de Brasília é ponto turístico tanto para visitantes como para os moradores da cidade. Reconhecido pelo seu trabalho de conservação e pesquisa, possui área de 139,7 hectares, onde 12 são destinados para a produção de alimentos para os animais. A instituição conta com um museu, borboletário, área para camping, piquenique, playground, lagos artificiais, além da vasta área arborizada. Atualmente o público tem a chance de encontrar 826 animais, distribuídos entre 185 espécies.

 


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