GPS | LIFESTYLE

Uma galeria de beleza

COLABORADOR Mariana Rosa   
|   05/01/2017 12:03 ( atualizada 05/01/2017 12:03)   
FOTO Cortesia   
Um ano após reforma no espaço, Ricardo Maia Hair & Make Up traz cursos e outras novidades em 2017

Bem movimentada e cobiçada pelas noivas da Capital, a nova casa de Ricardo Maia completou um ano em dezembro. No formato factory, o espaço localizado na QI 11 do Lago Sul foi reformado, trazendo um ambiente que se assemelha a um enorme backstage. Com tudo isso somado ao profissionalismo no atendimento dos 54 funcionários, é claro que a casa subiu ainda mais no gosto das noivas. Ao longo do ano passado, 216 delas receberam os cuidados do salão para o grande dia.

Realizado, Ricardo Maia conta que 2017 será um ano repleto de novidades no estúdio. “Traremos cursos profissionalizantes de maquiagens, penteados de noivas, cor, entre outros. A procura foi muito grande e estamos felizes em finalmente concretizá-los”, contou ao GPS|Brasília. Além das aulas, que devem começar entre março e abril, o espaço conta com um projeto de intensificar o tratamento capilar. “Estamos fechando parceria com uma clínica para inovar no tratamento dos fios. Não queremos que eles sejam mais um problema para as mulheres”, disse.

Sonho concretizado

Ele tinha um sonho: a casa nova. E realizou. É sempre assim… tudo o que Ricardo Maia deseja, ele consegue. Mas não é a fada da beleza que num girar da varinha lhe concede, não. É fruto de muito trabalho, muita conquista. Extrema disciplina e absoluta dedicação. Tem sido assim desde que o cabeleireiro e maquiador, um dos profissionais mais celebrados do País, iniciou a sua jornada nesse universo.

Nos idos da década de 90, ele estreou carreira solo com a concretização da primeira parte desse sonho. Inaugurou o Ricardo Maia HairMakeUp no Hotel Bonaparte. Local que ficou pequeno diante de sua expressividade. Anos depois, em 2001, ele mudou-se para o Lago Sul, num grande espaço clean e arrojado,  o que lhe conferiu mais de 30 mil clientes até hoje. E lá ficou por 14 anos, sequenciando o segundo capítulo desse sonho, que entra em sua mais ousada escala. Ricardo em 2016 consolidou seu projeto de vida com a abertura da esperada factory, novo formato referência de salões de beleza que se assemelha a um enorme backstage.



“Salões são como clientes. Elas não permanecem dez anos com o mesmo corte ou cor de cabelo”, diz com seu jeito calmo, preciso e sagaz. Quem assinou o projeto é o arquiteto Beto Consorte, do Rio de Janeiro. O conterrâneo de Maia juntou a vertente minimalista, ao preocupar-se em usar poucos elementos ao conceito artstudy fundado pelo artista americano Andy Warhol, em Nova York, na década de 1960. “O projeto foi bem conversado e pensado. Ricardo queria algo inspirado em NY, alguma coisa com cara de loft. Eu me preocupei em buscar elementos seguindo essa linha e concordamos com o conceito da factory”, explica o arquiteto.

O resultado é um ambiente com as características arquitetônicas preservadas, sem forro ou revestimentos rebuscados. Instalações aparentes, décor em branco, cinza, preto harmonizadas com chapas de metal. No amplo espaço, apenas o mínimo de elementos. “Imaginei o bastidor de um grande desfile. Um local  apenas com o necessário. A intenção é que o cliente seja a atração principal”, explica. A sensação de estar em uma atmosfera estilizada começa na entrada. Em vez do balcão de atendimento,  um túnel de descompressão com luz e trilha sonora próprias. “Ir ao salão deve ser uma experiência, apesar de ser um gesto rotineiro”.

Nada se assemelha com o tradicional. E o mobiliário tem seu devido reconhecimento. Daí surgem obras de José Zanine Caldas dos anos 1950; sofás Dalilips, aqueles em formato de lábios desenhados pelo surrealista Salvador Dali; espelhos com traços da modernista ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, projetista do Museu de Arte de São Paulo – MASP. Os carrinhos porta-utensílios são artesanais e vieram direto da serralheria. Típico mesmo apenas as cadeiras, pois elas são específicas para o trabalho. “Uma galeria de beleza”, analisa Maia.

As noivas

Elas são o coração da estrutura de Ricardo Maia. “Todas têm a  suíte integrada a um minispa. Como a sofisticada hotelaria moderna”, conta Beto Consorte. Ricardo Maia é o número um das noivas de Brasília. Tornou-se o queridinho delas. Com psicologia, humor, talento ele as acalma no grande dia, deixando-as seguras e, claro, belas. A procura é tanta que tem data de abertura da agenda do ano seguinte. Houve época em que noivas dormiam na porta. Por sábado, chega a fazer até 14 penteados.

A equipe do profissional contam com mais de 50 profissionais que o respeitam e o admiram. “Não se trata de ser o maior, o melhor, o mais bonito. Não é essa a minha vibração de trabalho. Quero me relacionar pessoalmente com minhas clientes, aconselhá-las e deixá-las à vontade e confiantes. Como sempre foi”, pondera.



Ainda criança Ricardo percebeu o dom para trabalhos manuais. É autodidata e considera a prática diária a sua melhor escola. É no dia a dia que aprende o que considera o seu maior diferencial: saber ouvir. “Às vezes você faz um cabelo maravilhoso, todo mundo elogia, mas ela não se sente bem. Nessa hora, entra um pouco de sabedoria e experiência. Não é apenas a prevalência do seu trabalho e da sua assinatura. Trata-se do bem-estar, do cumprimento da expectativa do cliente. Uma boa conversa sempre resolve”.

Mas Ricardo é hour concurs. “Apaixonante”, diriam as clientes com as quais convive há tantos anos, tornando-se amigas. Ele não tem o mood caricato de cabeleireiro espalhafatoso. Discretíssimo, usa mais o silêncio como mantra que a tagarelice como postura. Suas ideias são pontuadas. E é aí que reside a sua arte. Ele cria dentro de um contexto. Tudo é estudado, sem deixar de ser emocional. “É muito sério você lidar com autoestima. Quando eu atendo uma cliente que está insegura, passando por algum problema e querendo fazer uma mudança radical, eu evito”.

A jornada

Aos 22 anos, o carioca decidiu que era hora de fazer sua própria história. Deixou de lado as mudanças de cidade proporcionadas pelo trabalho do pai militar –chegou a morar no Pará e no Rio Grande do Sul – e escolheu ficar de vez em Brasília. Para se sustentar, recorreu à habilidade nata da maquiagem. Como a procura por esse serviço acontecia aos finais de semana, o jovem decidiu especializar-se também no trato com o cabelo para aumentar as opções de trabalho.

Não foi difícil assim. Ricardo cursou Belas Artes na faculdade. Manteve os pincéis como instrumento, apenas trocou a tela por rostos. Hoje, agrega ao currículo diversos prêmios e participação em grandes eventos de marcas mundiais. A carreira sólida atrai personalidades  que chegam ao salão muito bem recomendadas. Mariana Ximenes, Fernanda Montenegro, Juliana Paes, Ana Hickmann. Além de jornalistas importantes que lidam com imagem, como a brasiliense Poliana Abritta.

Sobre sua personalidade, ele define: “Eu sou muito intenso. Por exemplo, se tiver uma caixa de chocolate, eu como a caixa inteira. Quando vou a uma balada, o que é raro, não me chame para voltar 2h. Volto com o sol batendo na cabeça”, conta, bem humorado. “Eu sou 100% entregue ao que me proponho a fazer. Não acredito no mediano, o mais ou menos, quem sabe, pode ser ou talvez. Se me propuser a fazer, será o meu melhor”.

A rotina é intensa. Ricardo Maia acorda todos os dias às 7h da manhã. Às 8h está academia. Volta para a casa, toma o café da manhã da dieta sempre rigorosa. Às 10h chega ao salão. No trabalho fica até o final do dia, entre cortes, penteados e maquiagem. E a supervisão da gestão empresarial, a quem ele confia à mãe, a adorada Dona Jandira; e à irmã, a rigorosa Patrícia. A idade ele não revela. Aliás, os amigos já sabem… ele não curte aniversários.

No fim de semana, a rotina muda um pouco. “Saio se estiver na vibe. Se não, a minha casa é o melhor programa. Não é fácil me tirar do descanso”, diz Ricardo, que mora em uma linda cobertura na Asa Norte. Maia é um homem bonito e bastante assediado. Por mulheres e homens. Mas sai-se muito bem dessas saias justas e prima pela discrição em seus relacionamentos. Ele nunca se casou. O coração? “Estou feliz. Eu e o Endrigo, meu cachorro Shih-Tzu, estamos vivendo muito bem”, brinca








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