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Um Rio que você nunca viu

POR Andressa Furtado   
|   30/12/2016 07:00 ( atualizada 30/12/2016 07:00)   
FOTO Bento Viana   
Se já é suspirante observar o Rio no nosso campo de visão, imagine visto de cima? É quase o paraíso

O Rio de Janeiro é um clichê necessário. Admirado de qualquer ângulo, sempre surpreende. É a cidade do samba, da boemia, das favelas, a Cidade Maravilha. Lá de cima, o Cristo Redentor abraça, observa e abençoa. Ele também recebe e agrega. Para os turistas, está sempre de braços abertos.
 


 

O visual da praia de Ipanema numa manhã de sol de verão é convidativo. As cores mais vivas, o céu mais limpo, o mar é incrível. Algo perto do paraíso. É lá onde se podem ver mais belezas por metro quadrado, belezas urbanísticas e naturais, em forma de ondas ou em forma de corpos esculturais. E há muito mais, Leblon, Recreio dos Bandeirantes, Joatinga, Prainha…


 

No alto do morro, a vista é um privilégio. O funk toma conta da favela. Da rainha do tamborzão até a mais glamorosa, todas descem até o chão. Ao lado, o samba invade a Lapa, há 15 anos revitalizada. Jovens, idosos, não tem idade. Gente dos quatro cantos da cidade. Bem perto, no Porto Maravilha, a novidade é o Museu do Amanhã, na Baía de Guanabara. O “caçula” é novo ponto turístico mais visitado e adorado.



 

Ir ao Centro é voltar ao Rio antigo. Em uma época em que edifícios tinham pés-direitos altíssimos, acabamentos dourados, mármores de todas as qualidades. Sem falar nas imensas portas de madeira esculpida, peças de ferro finamente trabalhadas e monumentais igrejas. Esse é o local onde transitam milhões de pessoas diariamente – funcionários, alunos, transeuntes, ambulantes.


 

O carioca é livre. Com chinelos de dedo vão da praia ao teatro sem constrangimento. Atire a primeira pedra quem nunca invejou a informalidade desse povo. “Eles não marcam ponto de encontro, simplesmente se encontram”, já dizia Fernando Sabino. A rua faz parte da sua casa. É bem ali que se fazem novos amigos e onde reencontram os antigos. Qualquer “e aí” acompanhado de um copo de cerveja é suficiente para iniciar uma conversa.  



 

E como conversam... Falam, gesticulam, calam-se. Falam novamente, gargalham, param para ver uma mulher passar, elogiam, logo depois, voltam a conversar. Ninguém parece estar ouvindo ninguém, todos falam ao mesmo tempo. E é em qualquer bar, ou lugar, seja no Belmonte ou no muro da Urca, na Barra ou em Santa Tereza.



 

O pôr do sol é um espetáculo. De diversos pontos da cidade, é possível apreciá-lo. E não tem um dia em que ele não mereça uma salva de palmas. No Arpoador é um clássico. Uma simples parada por lá, nem precisa pagar para admirar. É de graça. E tem mais, dependendo da época do ano, é possível ver o sol se pondo sob o mar ou sob as montanhas. O pôr do sol é de quem vê. Lindo, não?


Lindo, sim! Até uma simples ida para o trabalho pelo Aterro do Flamengo é uma sucessão de cartões-postais. Mas é também a cidade do trânsito – e que trânsito. Duas horas parado em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas. Seria lindo, se não fosse caótico. Não dá mais para ficar com a janela aberta, admirando sua beleza. Muito menos passar pela Linha Vermelha.

 


 

Chega o verão. A Orla de Copacabana vira um formigueiro. O Piscinão de Ramos então, nem se fala. Lá vem o tio do mate, o biscoito Globo, vem também o rapaz do quebra-queixo e o gringo vendendo pulseiras. Nas ruas, pura festa. Festa? Alguém aí falou em Carnaval? A cidade é tomada. Qualquer esquina, um bloco cheio de pessoas fantasiadas. Não tem essa de ficar parado. É um caldeirão de ritmos e manifestações. De amor, prazer e felicidade.



Suba ao Pão de Açúcar e ao Corcovado, assista a um jogo do Flamengo, desfile numa escola de samba. Passeie pelo Calçadão. Dê um “Oi” para Drummond. Olha só quem está ali? É o Tom Jobim. Se passar pelo Leme, sente ao lado de Clarice Lispector, a mais nova moradora do pedaço. No Rio é assim. Você encontra todo mundo, de personalidades a celebridades.  


 

É natural e não tem estrelismo. Até Gilberto Gil manda “aquele abraço”. O Rio é clichê, é verdade. Mas qual o problema em continuar sendo abençoado por Deus e bonito por natureza?

 


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