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Cuidado com os olhos

Coçar os olhos com frequência e intensidade pode causar ceratocone

Coçar os olhos com muita frequência e com força é um dos fatores de risco mais importantes para o ceratocone, doença da visão que provoca vista borrada tanto para longe quanto para perto, dores de cabeça, halos em torno das luzes e aumento da sensibilidade à luz, entre outros sintomas.

O problema afeta o formato e a espessura da córnea, provocando a percepção de imagens distorcidas e, apesar de não ter cura, pode ser controlado. A evolução do ceratocone é quase sempre progressiva e acontece junto ao aumento do grau de astigmatismo e miopia, além de acentuada baixa de visão.


"Os traumas causados pelo hábito de coçar os olhos com frequência e força podem provocar a doença", alerta o oftalmologista da Clínica Oftalmed, Marcos Uchôa. "O ressecamento dos olhos, comum em lugares com clima mais seco como o Distrito Federal e em pessoas que ficam muito tempo na frente de telas de computadores, tablets e smartphones, aumenta a vontade de coçar os olhos. Por isso, o uso de colírios lubrificantes ou mesmo anti-alérgicos é indicado em alguns casos", acrescenta.

A coceira e atopia, tendência hereditária a desenvolver manifestações alérgicas, estão presentes em cerca de 20% dos pacientes com ceratocone. Além disso, o histórico familiar também é um dos fatores de risco e está presente em 6 a 8% dos casos, o que sugere que a herança genética é uma causa relevante.

DIAGNÓSTICO – Em geral, o problema começa na puberdade e se estende até os 30 ou 35 anos, quando há uma tendência à estabilização. Todavia, quanto mais precoce o seu aparecimento, maior a tendência de ele se agravar com o passar do tempo, caso não seja devidamente tratado.

O diagnóstico da doença é feito pelo especialista com base no exame clínico e em exames complementares, sendo o principal deles a topografia de córnea. "Consultar o oftalmologista com regularidade permite o diagnóstico precoce não apenas do ceratocone, mas de diversas doenças, e ajuda a preservar a qualidade visual do paciente", destaca Marcos Uchôa.


TRATAMENTOS – Os tratamentos buscam estabilizar a doença, eliminando fatores de risco como o ressecamento da córnea com uso de colírios, que também ajudam a evitar a necessidade de coçá-los com frequência.

Procedimentos cirúrgicos como Crosslinking, que aumenta a resistência da córnea e sua estabilidade pela ligação do colágeno da córnea com a riboflavina (Vitamina B2), tem apresentado bons resultados. O uso de óculos ou lentes de contato também pode ser recomendado e, apenas em casos extremos (menos de 5% das ocorrências), há a necessidade de transplante de córnea.


"Na Oftalmed, contamos com uma equipe médica especializada, apta a conduzir da melhor maneira casos de pacientes com ceratocone em seus mais variados estágios de progressão. Temos à disposição os aparelhos mais modernos disponíveis na atualidade para melhor auxílio diagnóstico e acompanhamento. Realizamos também todos os procedimentos cirúrgicos disponíveis na atualidade", finaliza o oftalmologista Marcos Uchôa.


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