GPS | ENTREVISTA

Gente que faz: Cláudia Vilhena

COLABORADOR Redação   
|   31/10/2016 07:00 ( atualizada 31/10/2016 07:00)   
FOTO Luara Baggi   
GPS|Brasília conta a história de Claudia Vilhena, empresária que combateu o câncer e mudou radicalmente sua rotina para ajudar o próximo

Tem gente que nasce com uma estrela. Ou simplesmente tem uma estrela. Não no sentido de ser uma celebridade, mas de ser especial. De enxergar o próximo de uma maneira diferente. De se comover. E até mesmo de mudar sua rotina para doar um tempo de qualidade para quem precisa. Essas pessoas precisam ser conhecidas, suas histórias precisam servir de exemplo e inspirar outras pessoas. E é com esse objetivo, que o GPS|Brasília inicia hoje a série Gente que faz... e transforma! A escolhida para a estreia é a paulista Cláudia Vilhena, 55 anos, que se mudou para a Capital Federal em 1990. De lá para cá, descobriu um câncer, largou o emprego e decidiu 'doar' sua vida para o próximo. Nada melhor que começar uma segunda-feira com uma história dessa. Inspire-se!


Cláudia Vilhena, 55 anos, nasceu em São Paulo e se mudou para Brasília, em 1990, após se casar com Caio Silva, com quem, hoje, tem dois filhos: André e Pedro. Quando morava na capital paulista era gerente da empresa aérea Transbrasil, no Aeroporto de Guarulhos. Foi inclusive lá, que conheceu Caio, seu passageiro VIP. 

“Ele viajava bastante e por isso, era um cliente VIP. Como eu era gerente, sempre o recebia quando ele ia a São Paulo. Um dia ele me chamou para tomar um cafézinho, e de lá para cá não nos largamos mais. Somos casados há 26 anos”, conta com um sorriso no rosto. 

Durante a gravidez do seu segundo filho, Cláudia descobriu que estava com câncer, tornando a gestação muito mais difícil. Ela foi diagnosticada com câncer de pele Melanoma, que é o tipo mais agressivo desse tipo de doença. Porém, só após o nascimento de Pedro, ela pode realizar as cirurgias para remover o tumor. “Foi muito difícil, mas graças a Deus eu fiquei 100% curada. Considero que foi mesmo uma benção!”, afirma.




A partir desse acontecimento, a paulista decidiu que mudaria sua vida. “Depois que a gente passa por uma doença séria como essa, em que vida e morte ficam discutindo com você todos os dias, os valores mudam. Eu me tornei uma pessoa muito diferente do que eu era antes do câncer e decidi ‘devolver’ isso que eu recebi. A forma que eu encontrei foi fazer trabalho voluntário”. Foi nesse momento que Cláudia conheceu o Nosso Lar.


Cláudia leva sua vida de forma leve e tranquila. Sempre com um sorriso no rosto, ela conta como consegue conciliar o dia a dia entre a sua família e as mais de 30 crianças do abrigo. Ela tenta ir todos os dias ao Nosso Lar para cuidar tanto da parte administrativa, por ser uma das diretoras, quanto na interação com os menores que precisam de amor e carinho.


A Sociedade Cristã Maria e Jesus, chamada Nosso Lar, é uma instituição de acolhimento fundada em 1971. Hoje, abriga 30 crianças em medida de proteção, em forma de internato, em atividade contínua, há 45 anos. São recebidas crianças enviadas pela Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal e pelos Conselhos Tutelares.




Lá as crianças são acompanhadas diariamente por uma equipe técnica composta por assistente social, psicólogo, fonoaudiólogo e pedagogos até os 18 anos. As crianças que estão em idade escolar estudam em Escolas Públicas e os adolescentes que completam 14 anos recebem, também, a oportunidade de cursarem um Ensino Profissionalizante.
Além disso, o Nosso Lar dispõe de duas casas especialmente equipadas para atender crianças carentes que se encontram em trânsito para tratamento de saúde no Distrito Federal com seus respectivos responsáveis. 


Cláudia começou visitando o Nosso Lar, uma vez por semana, para acompanhar uma família que também havia acabado de chegar na instituição. Com o passar do tempo, foi ajudando e acompanhando cada vez mais crianças e famílias. Atualmente, depois de 15 anos, ela é uma das diretoras desse abrigo de menores, que tiveram seus direito violados. Ela dedica todo o seu tempo exclusivamente para a instituição.



 

Histórias de sucesso

No quesito estatísticas, já passaram pela instituição aproximadamente seis mil crianças. Com sorriso no rosto, Cláudia conta a história de duas crianças que tiveram suas vidas transformadas após passarem pelo Nosso Lar. Um deles foi o Alexandre Barbosa da Silva, que chegou com 10 anos e foi diagnosticado com autismo. Aos 12 anos foi alfabetizado. Depois que saiu do abrigo, entrou na faculdade, formou-se em Veterinária e hoje é um dos veterinários do Zoológico de Brasília. 

Outro caso que Cláudia adora contar é do Eliel Almeida, que trabalha atualmente no salão Ricardo Maia. “O Eliel sempre foi muito jeitoso. Eu pedi para o Ricardo ajudá-lo, então ele começou sendo aprendiz no salão e, hoje em dia, já realiza o sonho de outras mulheres no dia de seu casamento. Ele é um profissional fantástico!”, conta. 

Em bate-papo com o GPS|Brasília, Eliel contou um pouco sobre sua admiração pela Cláudia.
"Além de tia/mãe, ela é uma pessoa que teve e ainda tem um papel super importante na minha vida. Há muitos anos, quando eu achei que não teria mais ninguém por mim, Deus colocou esse anjo na minha vida que ao longo do tempo veio me guiando e dizendo que um dia eu teria meu papel na sociedade". Com mais de 13 anos de amizade, Eliel se emociona ao falar sobre Claúdia."Ela é uma guerreira, uma grande mãe, uma pessoa impactante na vida de todos que estão ao seu redor."

Sobre sua história, ele conta: "ao longo da minha infância ela me deu muito carinho e afeto. Ela se dedicou de corpo e alma a todos que moravam no abrigo. Eu fui um dos 'apadrinhados' por ela, por isso tenho um carinho e respeito tão grande por ela. Anos depois ela viu meu interesse na área da beleza e me indicou ao salão que ela frequentava e hoje eu me sinto muito realizado na profissão que ela me proporcionou."





Um sonho: “Meu sonho é não ter necessidade de existir um lar que abrigue crianças que foram abandonadas, sofreram maus tratos ou abuso das pessoas que teriam que ser seus protetores. O mundo poderia ser mais solidário”.


Programação

Todo ano a instituição realiza uma grande Festa Junina, no 1º domingo de junho. Em novembro, acontecerá a 2ª edição do Bazar Bacana, dia 18, das 12h às 19h, na loja Salve Rainha. Um bazar que reverte 50% do lucro para o Nosso Lar e os outros 50% para a Associação Padre Júlio Negrizzolo.


Quer ajudar o Nosso Lar? 

Telefone: (61) 3301-1120
E-mail: 
nossolardf@ig.com.br
Site: 
www.nossolardf.com.br


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