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Até logo, Móveis

POR Andressa Furtado   
|   26/09/2016 ( atualizada 26/09/2016)   
FOTO Celso Junior   
Após 18 anos de estrada, banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju anuncia pausa por tempo indeterminado em suas atividades

Ninguém imaginou que esse dia chegaria. Depois de 18 anos, levando sua originalidade e irreverência para os palcos de todo o Brasil, a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju anunciou hoje, dia 26, em suas redes sociais, uma "pausa por tempo indeterminado" em suas atividades. "Foi bom demais o que construímos com todos. Estamos muito felizes com tudo que conquistamos e a todos que sensibilizamos de alguma forma. Gratidão eterna e a todos por esses 18 anos de aprendizado diário e de amor próprio", escreveram os integrantes aos fãs. No comunicado, o grupo ainda contou que está armando uma grande despedida para "encerrar o ciclo".

Quem foi na última edição do Móveis Convida pode perceber o clima de nostalgia. A tradicional roda feito no meio do público foi diferente. "Parecia mesmo que eles estavam se despedindo", conta a fotógrafa Luara Baggi. A banda é candanga, brasiliense, gosta da seca e do Cerrado. Fala “véi” e “de rocha”. Sabe o que é uma tesourinha e uma entrequadra. O motivo para fincar raízes por aqui era simples. Eles queriam contribuir com o desenvolvimento cultural da cidade. E conseguiram.

Criado e amadurecido em Brasília, o Móveis, como é chamado carinhosamente pelos fãs, nunca almejou mudar de cidade para ter mais sucesso. É claro que durante sua trajetória não abriram mão de marcar presença no eixo Rio-São Paulo. Inclusive, dois dos integrantes moram, atualmente, na capital paulista. O Eduardo Borém, tocador da gaita cromática, escaleta e teclados, e o Beto Mejía, o mestre da flauta transversal.

A banda era composta ainda pelo guitarrista Fernando Jatobá, o Esdras Nogueira no sax barítono, o baixista Fabio Pedroza, o Anderson Nigro na bateria e Paulo Rogério no sax tenor. Sem esquecer o Gonzales, citado acima, e o produtor que é parte fundamental da banda, Fabricio Ofugi. E todos esses moram na Capital Federal.

Esse é o grupo de jovens amigos que em 1998 iniciou um dos mais ambiciosos e interessantes projetos musicais que Brasília já exportou. Além, claro, de Legião Urbana, Capital Inicial, Cássia Eller e alguns outros. “Podemos dizer que sobrevivemos a uma importante geração do rock brasiliense, talvez apontada como a terceira geração compilada em coletânea pelo jornalista e produtor, Fernando Rosa, o Senhor F. Estamos entre esses grupos, bem como também nas novas gerações, como a Scalene, cuja carreira acompanhamos desde o início”, analisa Ofugi.

Nos anos 2000, participaram de três momentos importantes: a geração autodenominada "calanga", que juntava bandas, como A Tuba Antiatômica, Corindó e Feijão de Bandido; a segunda como as apostas do Porão do Rock; e a terceira geração do Senhor F, com Lucy and the Popsonics, Sapatos Bicolores, Phonopop.




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