GPS | TECNOLOGIA

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COLABORADOR Redação   
|   10/08/2016 07:00 ( atualizada 10/08/2016 07:00)   
FOTO Reprodução    
Febre mundial Pokémon Go atinge novo patamar no drama de espionagem e divulgação de informações

Seu endereço de email, IP da internet, última página acessada antes de abrir o jogo, localização e movimentação diária e claro, as imagens captadas pela câmera, incluindo o interior da sua casa. Essas são as informações que o bombado Pokémon Go tem acesso quando você faz download do jogo.

 

Com os números absurdos que o game tem alcançado, especialistas na área de segurança da informação tem mostrado preocupação quanto a detalhes técnicos do aplicativo. Depois de desbancar queridinhos como Tinder, Instagram e Snapchat, o jogo se tornou o mais popular download do mundo. A preocupação? Divulgação de informações pessoais e quebra de privacidade.

 

Que os aplicativos e redes sociais coletam informações pessoais não é novidade. O que preocupa os especialistas no entanto é a velocidade com que o jogo faz isso. “Diferente do Tinder e Facebook, por exemplo, o Pokémon coloca as pessoas para trabalharem para a empresa”, conta o professor da Universidade de Brasília, especialista em segurança na internet, Marcello Cavalcanti Barra. “Os outros apps levam meses para reunir os dados que em uma tarde jogadores entregam para a Niantic, empresa dona do jogo”, explica.

 

Em parceria com a Nintendo, a marca desenvolvedora de Pokémon Go faz parte da Alphabet, a mesma empresa dona da Google. Ao concordar com os termos de uso do jogo, você dá acesso a essas informações e a Niantic é autorizada a repassa-las com a Pokémon Company, que contribuiu no desenvolvimento do jogo, provedores de serviços e terceiros. Lá também informa que as informações podem ser compartilhadas com as autoridades, em resposta a uma solicitação jurídica.

 

 

O debate quanto a espionagem de pessoas físicas entrou em esfera pública quando Edward Snowden anunciou, em 2013, que os EUA estavam espionando o Brasil. “A preocupação quanto a coleta desses dados é que ninguém sabe o que a empresa vai fazer com as informações”, diz Marcello.

 

Problema político e comercial

 

No Brasil, o direito à privacidade é cláusula pétrea. As informações, coletadas pelo GPS dos smartphones, mostram onde o jogador está, para onde vai, como chegou lá e com quem mais estava. “Quando um outro país coleta essas informações nós podemos desfiar uma série de problemas sociais que isso causa”, defende o professor.

 

Outro problema são as informações comerciais. O jogo mostra as páginas de internet visitadas e o interior das casas dos usuários. “Se uma marca de produtos paga por essas informações, elas conseguem fazer publicidades mais específicas e agressivas em cima das pessoas”, explica.

 

Um novo patamar

 

O jogo entrou em um novo âmbito da tecnologia. Aqui no Brasil a defesa quanto a divulgação de informações na internet é regida pelo Marco Civil da Internet. O problema é que no caso do Pokémon Go, as informações são passadas pelos próprios jogadores em uma velocidade frenética. “Se a Niantic fosse fazer o levantamento das informações, gastaria muito dinheiro”, conta Marcello.

 

Diferente do Facebook e outros aplicativos, o Pokémon Go está em outro nível de divulgação de informações, consciderando o estouro que foi de downloads no mundo inteiro. “É um tema a se preocupar. Isso pode gerar diversos problemas para a comunidade”, conclui Marcello.  


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