GPS | ENTREVISTA

Vai Brasil!

COLABORADOR Redação   
|   16/06/2016 10:00 ( atualizada 16/06/2016 10:00)   
FOTO Reprodução/Cortesia   
GPS|Brasília bate-papo com medalhista olímpico e pan-americano, Flávio Canto

O atleta Flávio Canto desembarcou na cidade na última sexta-feira, 10, para uma tarde super divertida com alunos do programa Pedro Paulino. O evento aconteceu no Shopping Boulevard, e contou com a participação de outros professores de judô. Durante a passagem do medalhista olímpico e pan-americano, o GPS|Brasília bateu um papo com Flávio sobre a vinda das Olimpíadas para o Brasil e a expectativa de medalhas e visibilidade para o país. Confira:

Nas Olimpíadas do Rio você acha que o Brasil tem chances de fazer uma boa performance?

Eu espero que sim, pois o investimento foi muito alto em todas as modalidades e é normal o país que sedia o evento ter o melhor resultado da sua história. O Brasil deve ter a sua melhor participação.
O ranking geralmente é definido pela quantidade de medalhas de ouro, depois prata e bronze. Mas isso depende do país que sedia. Eu, particularmente, prefiro que o Brasil no judô ganhe cinco medalhas de bronze do que uma de ouro, porque eu acho que você ter mais atletas medalhando é sinônimo de qualidade estendida e crescimento.

Acha que é possível estar no ranking dos 10 primeiros colocados?


O Brasil tem essa missão de fazer de 25 a 30 medalhas e ficar como top 10. Ai esse quadro que se estabelece para o top 10 não é em qualidade, é de quantidade de medalhas. É uma possibilidade viável. Nós tivemos algumas modalidades que tiveram uma caída nesse último ano e se a gente for fazer uma avaliação, nós estamos com um resultado pior agora do que há dois anos. Alguns esportes, por exemplo, como o judô, deram uma decaída, mas eu tenho a esperança de que esses que caíram estejam nessa onda que é normal do esporte, e que a gente volte para o topo no momento certo.





Você citaria três atletas que seriam destaque nessas Olimpíadas?


Nós temos vários atletas que eu tenho muita curiosidade de ver como vão se sair. No geral, tem o Teddy Riner, judoca francês, que é octacampeão mundial e campeão olímpico. Ele é o fenômeno do judô atual e talvez o maior da história. Se ele ganhar medalha de ouro no Rio 2016 talvez ele passe a ser reverenciado como o maior de todos os tempos e seguramente vai chegar perto disso. O Usain Bolt é um cara que nós estamos muito curiosos para assistir, pois agora tem uma disputa maior com o americano Justin Gatlin. Vai ser a grande briga dos jogos. Tem também o Michael Phelps, a Missy Franklin e a Elle Dec na natação e o Kohei Uchimura na ginástica artística.


E os brasileiros?


Do Brasil, está todo mundo curioso para ver como será a performance do Arthur Zanetti, que é um cara que tem uma frieza e uma concentração. Eu acho que ele vai levar nas costas a pressão de uma medalha olímpica. Acho que vai fazer um bom papel. Tem o Isaquias Queiroz, da canoagem, que é de uma modalidade que o Brasil não tem nenhuma medalha, não tem tradição, mas é um cara que está arrebentando nas competições. Ele pode estrear com um bom resultado. Tem a Yanne Marques, pentatleta, que ganhou medalha em Londres.

 

No judô tem o Vitor Penalber e a Rafaela Silva, que são do Instituto Reação, então eu estou com um olhar atento para eles. E temos agora dois congoleses que treinam no Instituto e tem uma história de conto de fadas. São dois caras refugiados, o Popole Misenga e o Yolande Bukasa, que vieram para o mundial em 2013 e abandonaram a delegação deles e hoje eles tem uma parceira com a uma faculdade do Rio que apoia o Reação. Na história olímpica é a primeira vez que existe uma delegação de refugiados e eles dois foram convocados junto com outros oito atletas. Então para nós, é um conto de fadas que se realiza. Tem também o Bruno Fratus e o Ítalo Manzini para tentar manter a tradição do Brasil na natação.



Qual o legado que a Olimpíadas vai deixar para o país?


Tem o legado intangível que se fala pouco, mas que eu acho que é relevante. Nós estamos em uma crise política e econômica não é à toa, tem muito a ver com o nosso representante.  Nos sentimos muito pouco ou mal representados. O brasileiro está precisando de autoestima, que está lá embaixo por culpa de quem nos representa.  E quando a gente fala em Olimpíadas, especialmente em casa, significa que o número de candidatos a medalhas no país é maior e a gente deve ter um resultado muito bom. Então se nas Olimpíadas da minha infância a gente tinha oito medalhas numa edição olímpica e sete referências positivas, eu acho que agora nós vamos ter muito mais, por volta de 25 medalhas. Então acho que teremos várias pessoas que representam o melhor do Brasil. Podemos até não conhecer a pessoa pessoalmente, mas uma conquista olímpica por si só já eleva a nossa autoestima, já faz a gente ter esperança, coragem, determinação e todos os valores olímpicos que tem por trás de uma conquista.

 


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