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Eles batem um bolão

POR Andressa Furtado   
|   03/08/2017 18:50 ( atualizada 03/08/2017 18:50)   
FOTO Reprodução   
Empresários, músicos, funcionários públicos e até ex-ministro. Conheça o time de futebol amador Schumpeter

Esse time não é campeão olímpico (ainda), mas tem todo o potencial para galgar novas conquistas. Verdade é que na rotina de treinos dessa turma há uma combinação que em times profissionais não é permitida. É o bom e conhecido futebol, amigos com aquela cervejinha no final da partida. Nesse caso, essa 'fórmula' possui um ingrediente a mais: um misto de companheirismo e cumplicidade. Brasilienses de alma e de coração, aos sábados, eles se encontram para jogar no Clube de Associados da Aeronáutica de Brasília. O encontro sempre se estende. Não só para a cerveja, mas para a vida. 

O ritual é o seguinte: depois do jogo, ganhando ou não, um pit stop no restaurante do clube. É lei. Conversar, pedir 'aquela gelada' e petiscar um frango a passarinho feito na hora. Vem quentinho, crocante e não sobra nada. Na pauta, um pouco de tudo. Trabalho, família, amores, viagens, projetos... GPS|Brasília adora histórias de amizade. No mês em que se comemora o Dia do Amigo, nada melhor que exaltar relações de companheirismo. Por isso decidimos contar a trajetória desse time que faz sucesso dentro e fora de campo: o Schumpeter. Na escalação, empresários, músicos, funcionários públicos e até ex-ministro. Sim, neste time não tem segregação. 


Quando a bola começa a rolar, eles mudam de postura. Deixam o terno, a camisa social e a gravata fora de campo e colocam o uniforme laranja, marca registrada do time. Se tem stresse? Sim, com certeza. Quem não fica à flor da pele quando um passe sai errado? Mas isso não é motivo para afastá-los. A seleção schumpeteriana já possui duas gerações. Começou sua história lá atrás, em 2006, em um curso de formação da carreira de gestor. As primeiras “peladas” aconteceram no campinho de futebol da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), logo após as aulas do curso. E continuam até hoje. "Somos uma família", afirma um dos fundadores do time, Daniel Tristão, apelidado de Anzol.



Uniforme do time

Os dados não mentem. São mais de 280 partidas jogadas, 134 vitórias, 39 empates e 88 derrotas. O primeiro campeonato oficial da equipe foi no Cassab, em 2007. Depois, jogaram na Ascade, Aseel e também participaram da Liga Metropolitana de Brasília. Mas antes de falarmos dos integrantes, vamos explicar quem foi Schumpeter. Economista e cientista político austríaco, Joseph Schumpeter criou a teoria do desenvolvimento econômico. Eu até explicaria aqui a teoria desse renomado intelectual, mas a verdade é que o assunto é complexo e pode se tornar chato para você que quer saber mais sobre essa seleção que bate um bolão. Portanto, vamos à escalação:


Eduardo Fialho (meio campo) e os irmãos Thiago e Felipe Bittencourt (volante e lateral esquerdo)


Felipe Bittencourt, 30 anos, mais conhecido como Bittenkinha, é uma recente aposta do time. Com certeza você já deve ter esbarrado com ele por aí. Um dos integrantes da banda Surf Sessions, voz e violão, o volante do time dividia seu tempo entre os shows e plantões nos hospitais. Formado em Medicina, em 2014, decidiu diminuir o ritmo e focar na banda.Jogou no Centro de Futebol Zico e ainda morou dois anos no Goiás, em busca de se profissionalizar como jogador. Bittenkinha entrou no time por causa do seu irmão mais velho, Thiago Bittencourt, 35 anos, também chamado de Bittenka. Médico especializado em Otorrinolaringologia, viaja sempre que pode para participar de campeonatos internacionais de futebol. 


Os irmãos Gustavo e Fred Leal (lateral direito e atacante)
 

Outra dupla de irmãos que também bate um bolão é Gustavo e Fred Leal. Bonitos, bem relacionados, dividem seu tempo entre o gerenciamento da loja de roupas femininas Lavínia Outlet e a mais nova aposta da família: o restaurante Contê Food & Drinks, na 403 Sul. Viajam sempre que podem, mas também não perdem uma partida da seleção schumpeteriana. Gustavo já tem mais de 160 jogos na bagagem e Fred, 120. O time também conta com Daniel Tristão (lateral direito), 33 anos, mais conhecido como Anzol, um dos fundadores. Funcionário público, assim como quem organiza toda essa galera: o goleiro e capitão do time, José Guerra
 



Fernando Santana (zagueiro) e Daniel Tristão (lateral direito) 

Não podemos esquecer do ex-ministro da Aviação, Guilherme Ramalho (atacante), cargo no qual passou cerca de um ano. Muito menos do economista Bernardo Sicsu (volante), do designer gráfico Fernando Santana e do agrônomo Rafael Brugger, ambos zagueiros, do meio campo Eduardo Fialho, e do famoso Dezessete, Danilo Furtado (atacante). Além desses, ainda há uma escalação e tanto. Vida longa à seleção schumpeteriana. 
 


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