GPS | NOITE

Baile bom

COLABORADOR Guilherme Tavares   
|   02/06/2016 10:36 ( atualizada 02/06/2016 10:36)   
FOTO Paula Carrubba e Lucas Vieira   

Um dos mais sólidos bailes de black music da capital ganha nova edição neste sábado, 4, a partir das 23h, na mais que urbana Galeria dos Estados. Makossa Baile Black comemora 14 anos de criação ao lado de DJs que consagraram a balada na noite brasiliense. Um trabalho acertado de um DJ e um produtor da cidade – Chicco Aquino e Leo Cinelli – gerou esta grande referência na noite do Centro-Oeste que tem no local fixo de realização, seu referencial.

 

“Algo que ajudou muito a eternizar a Makossa é o local. A festa está praticamente há 14 anos no mesmo lugar, na Galeria dos Estados (somente a primeira edição foi no Teatro Dulcina, no Conic). E o mais interessante, é que lá não acontecem outras festas, somente a nossa”, revela Cinelli, que vê a experiência e maturidade como fatores cruciais do sucesso de cada edição.

 

E se 14 anos já caracterizam um grande feito na noite de uma capital, os planos do time que compõe a Makossa são ainda mais audaciosos. Segundo Chicco Aquino, “seguir conduzindo a festa por muitos anos, sempre buscando melhorar e se manter fiel à proposta é o desafio. Crescer em qualidade, com essência”. A festa é tida como uma das mais democráticas do centro da Capital e, embasada na tradição da noite black, ganha cada vez mais espaço entre públicos diversos.

 

 

Nesta edição, uma das pistas leva o nome de Prince, em homenagem ao cantor estadunidense, que morreu no dia 21 de abril deste ano. Por lá, revezam-se Wash, Rockmaster (SP), que tem bons sets para dançarinos de break, Chokolaty, Kazuza - em set de charme, e o carioca BNegão, apresentando mais uma vez seu projeto Bota Som, no qual o ragga e o rap têm grande espaço.

 

Na Pista Soul Makossa, Jamaika, Chicco Aquino, LM e Negralha, DJ do grupo O Rappa, tocam ao longo da noite, que costuma terminar com o sol a pino. Além da boa música, esta edição marca o início do Circuito Makossa de Dança de Rua 2016, que é marcado pela presença de sempre bons e novos dançarinos do break. Ingressos a R$ 60 (2º Lote).

 

A coluna GPS|Noite bateu um papo com os realizadores da Makossa. Confira:

 

GPS| Noite: Vemos que Makossa congrega público diverso em todas as edições. Seria uma junção de “morro” e “asfalto” em um discurso simplista. Como se reúne pessoas tão diferentes em um só lugar?

 

Leo Cinelli: Essa pergunta é bem interessante porque a Makossa se tornou a festa mais democrática de Brasília em relação ao público. Não sou eu que digo isso, e sim, o público. Todos que vão sempre ficam surpresos. Esse é um ponto muito positivo porque as pessoas se sentem iguais, celebrando um ritual em comum que é sair na noite para dançar. Esses sempre foram os conceitos mais forte da festa, a música e a dança. Desde o começo, sempre estivemos conectados a DJs locais e aos grupos de dança da cidade que, em sua maioria, se encontram nas cidades-satélites. Para essa junção de “morro” e “asfalto”, o local foi algo estratégico, pois se encontra ao lado da Rodoviária, metrô e é no centro da cidade. 

 

GPS| Noite: Um dos destaques de Makossa é a boa música, com DJs referenciais no país (e em algumas edições, no mundo). Como se dá a seleção de DJs para a festa?

 

Leo Cinelli: Essa seleção veio com o tempo e a pesquisa. A gente busca relacionar o artista com o que a festa tem para mostrar. Como falei anteriormente, sempre demos suporte aos artistas locais, mas Brasília tem uma cultura de que a gente precisa de artista de fora para a festa ser boa, ter algo a mais. Com essa necessidade, começamos a pesquisar artistas de fora. Já fizemos edições incríveis só com os artistas locais como já fizemos edições incríveis com artistas de fora. Eu acho essa troca muito importante, pois se cria uma conexão com os artistas em geral e puxa a atenção na cena nacional para o que está acontecendo aqui.

 

GPS| Noite: Enquanto DJ, você consegue reconhecer e avaliar seu crescimento musical e nas pistas antes e depois da Makossa?

 

Chicco Aquino: O meu crescimento como DJ está diretamente relacionado com a Makossa e com outra festa que produzo, a Mistura Fina. Toco há 12 anos enquanto a Makossa tem 14 anos. Comecei como pesquisador de música africana, mas foi no hip hop, soul, funk e nu-disco que me cresci como DJ. A pista da Makossa é famosa no Brasil por ser uma pista onde as pessoas estão de corpo e alma para dançar. Tocar para esse público ao longo desses anos me trouxe uma bagagem muito grande, além de ter sido uma ponte com os artistas que mais admiro no cenário. 

 

GPS| Noite: Pode comentar a curadoria para a edição deste sábado?

 

Chicco Aquino: Nesta edição a gente quis fazer uma homenagem ao Prince. Para isso, nomeamos uma de nossas pistas com o nome dele e montamos um line up de responsa com muito groove: Bnegão Bota Som (RJ), Chokolaty (residente Makossa), Wash (Funk The System), Rockmaster (DJ e b-boy - SP) e Kazuza com um set especial de charme. Já no outro ambiente, a tradicional pista Soul Makossa apresenta: DJ Negralha, da banda o Rappa, e os residentes Jamaika, Chicco Aquino e Deejay LM. Essa pista traz uma viagem na linha do tempo do hip hop, do flashback, do rap nacional, além de hits da black music. Vai ser uma noite embalada do início ao fim com a presença de grupos de dança de rua. Contamos ainda com o nosso mestre de cerimônia, Hadda MC, e com o VJ Artur Pessoa.

 


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