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Autismo nas escolas

COLABORADOR Redação   
|   19/01/2016 16:34 ( atualizada 19/01/2016 16:34)   
FOTO Reprodução   
A coordenadora pedagógica Stefani Karoline aborda a inclusão das crianças autistas no ensino

Desde 2012 o acesso a educação para crianças autistas é garantido por meio da Lei nº 12.764, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Porém, não são todas as unidades de ensino que obedecem, tampouco respeitam tal medida. Uma escola particular, localizada na Asa Norte, foi condenada a pagar R$ 20 mil em danos morais à família de um aluno depois que a criança, então com 11 anos de idade, em 2014, foi expulsa do colégio, sob a alegação de que causava ‘insegurança no ambiente escolar’. O menino possui Síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista. A instituição de ensino pode recorrer da decisão.

 

Coordenadora pedagógica da escola de Educação Infantil CEAV Jr., onde estudam alunos com autismo, Stefani Karoline possui artigo sobre o transtorno. Ela esclarece dúvidas e abordar a importância da inclusão dessas pessoas no ensino por meio da escola. “Entre os aspectos que podem afetar uma pessoa com autismo estão não fazer amigos, não participar de jogos interativos, ser retraído, não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual, preferir ficar sozinho. O autista ainda pode ter acessos de raiva intensos, baixa capacidade de atenção, e poucos interesses”, enumera a coordenadora pedagógica do CEAV Jr.

 

 

Para os professores que trabalham com alunos autistas, Stefani Karoline diz que algumas ações contribuem para lidar melhor com essas crianças e para que elas alcancem os melhores resultados no aprendizado:

 

“O professor deve pedir à família do autista um relatório dos interesses, preferências e coisas que causam desagrado a criança, e utilizar as preferências e materiais de agrado para o estudante na aula ou no pátio para estabelecer um vínculo com a escola e as pessoas do ambiente escolar. Utilizar muitas imagens e musicalidade, pois isso facilita o aprendizado. Trabalhar por períodos curtos, de cinco a dez minutos, em atividades de complexidade crescente, incorporando gradativamente mais materiais, pessoas ou objetivos”, explica.

 

Stefani garante que é possível que o aluno autista seja incluído em turmas com crianças ‘não especiais’, e que cabe ao professor conduzir as atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula de forma que haja a participação desses estudantes às tarefas escolares.

 

“O profissional deve utilizar gestos simples e imagens para apoiar o que é falado e permitir a compreensão, pois os autistas são mais visuais que verbais. Estabelecer rotinas que a criança possa predizer ou antecipar por meio da repetição e com o apoio de imagens que mostram o que vai ser feito no dia. Estimular a participação em tarefas de arrumar a sala, ajudar a entregar materiais às outras crianças, perguntar como foi a tarde ou o dia anterior”, diz Stefani, que chamou a atenção para importante ponto característico do autista. “Em caso de ansiedade, procurar utilizar elementos de interesse e preferência da criança, com menor exigência para não ter birras ou maior ansiedade. Se houver birra é importante ter algum conhecimento de técnicas de modificação de conduta, mas a primeira dica é não se apavorar, tentar oferecer outros objetos e, no caso de não conseguir acalmar a criança, explicar à turma o que está acontecendo e desenvolver atividade com o grupo em outro lugar e dar a possibilidade do aluno autista de se acalmar”, conclui.


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